quarta-feira, 23 de março de 2011

Inscrição do prêmio Jabuti começa hoje com mudanças

Na 53.ª edição do Prêmio Jabuti, cujas inscrições começam na quarta-feira, apenas o primeiro colocado em cada categoria será laureado e poderá concorrer, posteriormente, a uma das duas categorias principais da honraria, as de livro do ano de ficção e livro do ano de não ficção. Até o ano passado, os três primeiros colocados de cada categoria recebiam troféus da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e podiam concorrer nas duas categorias principais.

Além disso, o número total de categorias passa de 21 para 29, com a inclusão de três áreas – ilustração, gastronomia e turismo e hotelaria – e o desmembramento de outras quatro já existentes. Com essa última alteração, a categoria educação, psicologia e psiquiatria, por exemplo, divide-se em duas, uma voltada só a livros de educação e outra a obras de psicologia e psiquiatria.

Anunciadas nesta terça-feira como “as mudanças mais significativas da premiação em 53 edições”, as novidades dão margem a um aspecto para o qual nem o curador José Luiz Goldfarb nem a Comissão do Prêmio Jabuti 2011 haviam atentado: pelo regulamento, a categoria ilustração (“ilustrações de caráter técnico, científico ou artístico de obras gerais”) permite a inscrição de livros de histórias em quadrinhos. Até 2010, só havia categoria de ilustração específica para livro infantil e juvenil – em 2008, Gabriel Bá e Fábio Moon levaram o Jabuti pela adaptação em HQ de O Alienista, mas como álbum didático paradidático.

Questionado pelo Estado ao fim de entrevista coletiva sobre a possibilidade da inscrição de HQs, Goldfarb reagiu com surpresa. “Não havíamos pensado nisso. Acho ótima ideia, mas criamos a categoria pensando mais em ilustrações de obras científicas, por exemplo”, disse, antes de consultar a nova presidente da CBL, Karine Pansa, e membros da comissão, e voltar com a dúvida: “Eles também se surpreenderam. A princípio, ninguém é contra. Poderemos dar resposta mais precisa antes do início das inscrições, amanhã.”

Considerado o crescimento do mercado de HQs no País na última década, com o surgimento de selos e o investimento de grandes casas, além do início da adoção desses títulos por escolas, a inclusão faria sentido, já que, segundo a CBL, o critério para a criação de categorias foi “um olhar para áreas em expansão”. Foi por isso, por exemplo, que a categoria ciências exatas, tecnologia e informação dividiu-se em duas, uma para ciências exatas e outra para tecnologia e informação.

Karine Pansa não confirmou que as alterações tenham decorrido da polêmica envolvendo o Jabuti 2010 de livro do ano de ficção, entregue a Leite Derramado, de Chico Buarque – segundo colocado entre os romances, perdendo para Se Eu Fechar os Olhos Agora, de Edney Silvestre. “O prêmio precisa ser repensado a cada ano, e não por ter acontecido um fato isolado”, disse. A presidente da CBL argumentou que a meta é “valorizar a marca e diminuir o número de concorrentes que de fato levam o Jabuti. Antes, três em cada categoria podiam se dizer vencedores. Agora, só o primeiro pode falar isso”.

Os valores do prêmio serão mantidos – R$ 3 mil para o primeiro lugar em cada categoria e R$ 30 mil para cada um dos dois livros do ano. Com as novas áreas, o valor total da premiação passa de R$ 123 mil para R$ 147 mil. Questionada sobre se o fato de outros prêmios literários nacionais oferecerem valores maiores não os torna mais atraentes – caso, por exemplo, do Portugal Telecom, que entrega R$ 100 mil ao primeiro colocado –, Pansa concluiu: “Há prêmios que se projetam pelo valor. Acho saudável, mas o Jabuti tem tradição e respeito por sua história. No caso dele, o valor não é fundamental”.

Ao saber que só o primeiro em cada categoria concorrerá nas principais, Luciana Villas Boas, diretora editorial da Record, disse que a editora informaria ontem mesmo aos seus autores que seguirá inscrevendo obras no Jabuti. No ano passado, quando Edney Silvestre perdeu para Chico, a editora afirmou que não inscreveria mais seus autores.

Fonte: Raquel Cozer

terça-feira, 22 de março de 2011

Wak Editora na Ana Maria Braga





Nesta quarta-feira, dia 23, o professor Julio Furtado estará no Programa "Mais Você" da Rede Globo. Ele será entrevistado por Ana Maria Braga sobre tema: Educação dos Filhos.
Julio Furtado é autor do livro Professor - vida, morte e ressurreição

Os Folcloristas episódio 2

Folcloristas é uma HQ de magia, fantasia e aventura que se passa no Brasil nos dias atuais.
Conta a história de Chefia um sujeito que dedicou boa parte de sua vida ao trabalho voluntário e a ajudar o próximo. Um dia, com o auxilio de seu Velho Pai, consegue capturar um Saci e passa a usá-lo para o bem das pessoas. Em suas aventuras ele se depara com várias criaturas do folclore brasileiro.




segunda-feira, 21 de março de 2011

STF decide se livro eletrônico é igual a livro de papel

Felipe Recondo - O Estado de S.Paulo
A evolução da tecnologia levará o Supremo Tribunal Federal (STF) a rediscutir o conceito de papel, usado para a publicação de livros, jornais e periódicos. Por consequência, poderá estender a imunidade tributária prevista na Constituição para os livros aos aparelhos de leitura, como o Kindle, e às publicações em CD.
Em um processo que trata do tema, os ministros do tribunal reconheceram que o assunto tem repercussão geral. É um indicativo da importância do tema e um sinal de que o tribunal pode alterar seu entendimento sobre o assunto. No processo específico, o STF julgará se são imunes as peças eletrônicas vendidas junto com material didático destinado ao curso prático de montagem de computadores.
Mas, no seu voto, o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, adiantou que será necessário definir a abrangência exata do trecho da Constituição que garante a imunidade tributária de livros, jornais e revistas. "Na era da informática, salta aos olhos a repercussão geral do tema controvertido", afirmou. "Passo a passo, o Supremo há de estabelecer, com a segurança jurídica desejável, o alcance do texto constitucional", acrescentou.
A jurisprudência atual do STF é restritiva. Garante apenas aos livros de papel a imunidade tributária prevista na Constituição. No ano passado, por exemplo, o ministro Dias Toffoli decidiu não ser imune a tributos uma enciclopédia jurídica eletrônica.
Afirmou que o previsto na Constituição não se estende para "outros insumos" que não sejam o papel destinado à impressão dos livros ou periódicos.
No entanto, advogados tributaristas consideram a discussão pelo STF inevitável. E as razões citadas são diversas. A primeira delas é a demanda cada vez maior por aparelhos para leitura de livros eletrônicos. "É preciso reformular o conceito de papel. Há cada vez mais gente tendo acesso a esse tipo de tecnologia. E essa tecnologia está substituindo o papel", afirmou o advogado Dalton Miranda, do escritório Dias de Souza.
Impacto ambiental. Outra razão é a preocupação com o meio ambiente. O STF, por exemplo, está extinguindo os processos em papel. Para alguns tipos de ação, o Supremo só aceita petições eletrônicas. Além disso, a preocupação do governo com a ampliação do acesso à internet passa pelo acesso facilitado a novas tecnologias. "Esse assunto tem de ser tratado de forma inclusiva. Essas tecnologias não podem ser vistas como símbolo de status e de riqueza", argumentou Marcel Leonardi, advogado na área de internet e tecnologia e o primeiro a obter decisão favorável à imunidade dos aparelhos de leitura de livros eletrônicos.
Em 2009, Leonardi conseguiu na Justiça uma liminar para importar o Kindle sem o recolhimento de impostos. A liminar foi depois confirmada no mérito pelo juiz federal José Henrique Prescendo. Na decisão, ele afirmou que a Constituição, ao garantir a imunidade para livros, revistas e periódicos, quis "promover o acesso dos cidadãos aos vários meios de divulgação da informação, da cultura e viabilizar o exercício da liberdade de expressão do pensamento, reduzindo os respectivos custos". E isso, no entendimento do magistrado, deveria valer para todas as tecnologias. "Nota-se, por uma singela interpretação literal do texto constitucional, que os livros, jornais e os periódicos são imunes de tributos, independentemente do respectivo suporte (...). Seja em papel, seja em plástico, seja em pele de carneiro, etc".
A Receita recorreu da decisão. O processo aguarda julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 3.ª Região. Se a decisão for mantida pelo TRF, Leonardi espera que a Receita leve a discussão para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). No STF, o julgamento do processo também não tem data marcada.

PARA LEMBRAR

O Kindle, leitor de livros eletrônicos desenvolvido pela livraria virtual Amazon, foi lançado em novembro de 2007. Desde então, foram lançadas mais duas versões do modelo original, com tela de seis polegadas. A Amazon também colocou no mercado o Kindle DX, com tela maior, de 9,7 polegadas.
Desde 2009 está disponível uma versão internacional, que permite ao consumidor comprar livros pela rede celular de terceira geração em mais de 100 países, sem ter de pagar pelo tráfego da operadora.
Quando foi lançado, o Kindle custava US$ 399 nos Estados Unidos, e hoje é vendido por US$ 139. Segundo a Amazon, trata-se do produto mais vendido da história do varejista virtual.
Em 2010, o digital foi o formato que liderou as vendas de livros na Amazon. 


terça-feira, 15 de março de 2011

Noite de autógrafos no Museu da República




A WAK EDITORA convida a todos para a noite de autógrafos do lançamento do livro PEDAGÓGICOS DINÂMICOS - A PAIXÃO DE EDUCAR E O DESAFIO DE INOVAR

O evento ocorrerá no dia 17 de março às 19h. na livraria do Museu da República - Rua do Catete, 153  -  Catete – Rio de Janeiro.

A autora Paty Fonte estará disponível para autógrafos e entrevistas até 22h.

Maiores informações: www.wakediotora.com.br

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mansur Bassit é o novo diretor-executivo da CBL

Mansur Bassit, 46 anos, é o novo diretor-executivo da CBL (Câmara Brasileira do Livro). Bassit substitui Eduardo Mendes, que volta a se dedicar integralmente à sua própria empresa de consultoria e treinamento, depois de três anos na entidade.
Administrador de empresas e profissional de marketing formado pela ESPM com MBA pela Insper (ex-Ibmec), Mansur Bassit teve passagem recente pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, respondendo pelas áreas Comercial, Marketing e Comunicação e Gestão de Clientes. Antes, foi empreendedor de programas de Incentive Travel em grandes empresas e professor de cursos de formação de técnicos em Turismo do Senac São Paulo. Na instituição, foi ainda coordenador dos cursos na área de Turismo oferecidos aos alunos do ensino médio das escolas públicas do estado.


fonte:CBL

quarta-feira, 2 de março de 2011

Abertas as inscrições para o Prêmio FIL de Literatura 2011


O Prêmio FIL de Literatura é organizado pela FIL em parceria com a Associação Civil Prêmio Latino-Americano e do Caribe Juan Rulfo.
As inscrições para o concurso estão abertas até 22 de julho de 2011 e podem participar instituições culturais e de ensino e associações ou grupos de pessoas interessadas em literatura. 
O objetivo é reconhecer a trajetória de um autor vivo, que tenha um valioso trabalho de criação em qualquer gênero literário (poesia, romances, peças de teatro, história ou ensaio), cujos meios de expressão sejam o espanhol, catalão, galego, francês, italiano, romeno e português. A documentação deve incluir currículo do candidato e materiais de apoio.
O pedido de candidatura deve ser enviado para: Prêmio FIL de Literatura em Línguas Românicas 2010. Comitê de Premiação. Lerdo de Tejada 2121, CP 44150, Guadalajara, Jalisco, México. Telefone: +52 (33) 3630-9787 e 3630-9788. O Prêmio FIL de Literatura em Línguas Românicas entregará US$ 150 mil ao vencedor, em 26 de novembro, durante a 25 ª Feira Internacional do Livro de Guadalajara. A chamada para 2011 e uma lista biográfica dos vencedores passados estão disponíveis no site da FIL: 


fonte: cbl